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Distribuição atual e ameaças à conservação do tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla) e tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) (XENARTHRA: MYRMECOPHAGIDAE)
O PROJETO TAMANDUÁS
O Projeto Tamanduás do Rio Grande do Sul foi criado no ano de 1996 com o objetivo de compilar dados referentes
à atual distribuição de tamanduá-mirim (Tamandua tetradactyla) e tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tetradactyla) no estado do Rio Grande do Sul,
identificando as principais ameaças a sua conservação. Para isso, foram estabelecidos contatos com pesquisadores, instituições de pesquisa, polícia ambiental,
zoológicos, centros de triagem e reabilitação de fauna silvestre e clínicas veterinárias, criando uma rede de informações sobre esses animais no RS. A partir
desses contatos, dos dados compilados dos arquivos de instituições e coleta de novas informações foi criado um banco de dados, constantemente atualizado
que, quando analisado, gera valiosas informações sobre as espécies no estado.
AÇÕES FUTURAS
A compilação de informações bibliográficas aponta a grande lacuna de informações sobre a biologia de ambas as espécies,
sendo que no RS não existem outros estudos e poucos trabalhos no Brasil, a maioria com tamanduás-bandeira. No momento, o Projeto Tamanduás do RS está
em busca de apoio financeiro para a realização de pesquisas ecológicas e genéticas mais aprofundadas sobre T. tetradactyla e a confirmação de relatos de M.
tridactyla no estado.
APOIO
Pesquisadores da UFRGS, Ulbra, Unisinos, Fundação Zoobotânica (FZB-RS), PUCRS e Univates. Também conta com a
parceria do Zoológico de Passo Fundo, Zoológico de Sapucaia do Sul e Zoológico de Cachoeira do Sul, clínicas veterinárias e outras instituições.
RESULTADOS PARCIAIS
Tamanduá-mirim
Até o momento, 98 tamanduás-mirins foram registrados em 63 localidades (ver mapa) estando, aparentemente,
distribuídos em todas as regiões fitogeográficas do estado, sendo necessário, entretanto, a intensificação de esforço de campo na região sudoeste do
Rio Grande do Sul. Dos 59 animais encontrados mortos, 49% foram vítimas de atropelamentos, 24.6% relacionados às atividades de caça e o restante
relacionados a outros fatores como impacto de barragens e doenças. Esses resultados evidenciam duas das mais significativas causas de morte desses
animais: o atropelamento - que também está relacionado à fragmentação do hábitat - e a pressão de caça que, embora não esteja diretamente
relacionada aos tamanduás - visto que não têm grande valor comercial ou alimentar - está intimamente ligada à questões culturais. Em muitas regiões
os tamanduás são classificados como animais ferozes que atacam cães e pessoas e, por isso, devem ser mortos sempre que encontrados. Essa crença
se deve, principalmente aos casos de confronto entre cães (geralmente cães caçadores de tatus) e tamanduás. Os tamanduás possuem poderosas
unhas e, quando ameaçados, sentam-se e abrem os braços. Os cães, ao atacá-los, são surpreendidos com um “abraço”, geralmente fatal ao cão caso
não haja intervenção humana. Para livrar seus animais, os caçadores mata o tamanduá com um golpe em seu focinho e/ou corta seus braços para livrar
o cão. Os tamanduás mortos não são comidos e sua pele tem pouco valor comercial, entretanto, os usos mais comuns são como troféu de caça ou
utensílios de campo como o “ajojo” de bois, “chincha” e “travessão” para montaria, já que o couro desses animais são considerados os mais resistentes
dentre os animais silvestres.
 Ocorrência de tamanduá-mirim no Rio Grande do Sul (resultados parciais - de 1996 a 2003)
Tamanduá Bandeira
Não houve até o momento registros confirmados da espécie no estado nas últimas três décadas, devendo haver
maiores investigações. Existem alguns relatos de avistamentos de tamanduás-bandeira, mas para serem considerados válidos deve haver algum tipo de
confirmação do registro como foto, coleta de pêlos, crânio ou unhas (quando morto) ou molde da pegada. Segundo o Zoológico de Sapucaia do Sul
houve a doação de um tamanduá-bandeira na década de 90, proveniente do município de Getúlio Vargas, entretanto, não se sabe se o animal era da
região ou apenas foi doado por alguém desse município. Para averiguar essa questão, estamos tentando localizar o doador, do qual sabemos apenas o
nome.
ESPÉCIES NO RIO GRANDE DO SUL
Existem duas espécies de tamanduás no estado. Saiba mais detalhes sobre elas:
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Caracterização geral: porte médio, hábitos terrestres e arborícolas. Coloração amarelada com uma mancha escura
de tamanho e forma variada que lembra um colete. Cauda preênsil.
Comprimento total: 100-130cm
Peso: 5-8 kg
Distribuição no Brasil: ampla
Dieta: basicamente formigas e cupins
Hábitats: grande variedade
Status: vulnerável no RS
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Caracterização geral: muito maiores que o tamamduá-mirim. Possuem cauda característica, semelhante
a uma bandeira, com longos pelos. Coloração escura com uma lista branca no dorso. Hábitos terrestres.
Comprimento total: 182-217 cm
Peso: 30-52 kg
Distribuição no Brasil: originalmente ampla
Dieta: basicamente formigas e cupins
Hábitats: geralmente áreas mais abertas, mas também em florestas
Status: ameaçado no Brasil. Criticamente em perigo no RS.
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BANCO DE DADOS
Consta no banco de dados as seguintes informações: local do registro e/ou procedência do animal; coletor; data do registro;
situação do animal (morto/vivo); causa mortis; destino atual (zoológico, coleção ou outros) e outras informações relevantes como sexo, classe etária, dados de
análises patológicas entre outros.
Se você tem alguma informação sobre tamanduás no Rio Grande do Sul clique
AQUI.
PRINCIPAIS AMEAÇAS
Atropelamento:
1. Filhotes resgatados vivos sobre a mãe atropelada

2. Atropelamento em rodovias

Apreensões:

Fotos: grande parte das fotografias do acervo do Projeto Tamanduás do Rio Grande do Sul é gentilmente cedida por nossos colaboradores. Se você tem alguma
foto de tamanduás no estado, entre em contato conosco pelo e-mail theris@theris.org.br (a autoria das fotos será sempre citada).
Colabore com esse projeto. Envie informações, fotos ou entre em contato conosco pelo e-mail
theris@theris.org.br para saber outras formas de apoiá-lo.
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